Não percam!
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Essas mulheres...
Ando me surpreendendo com o estrago que algumas coleguinhas andam fazendo... Uns desenhinhos aqui, uma arte renovada aqui e um perfume de flores se espalha pelo universo dos quadrinhos, até agora dominado pelos homens.
A turminha do estrogeneo está com a bola toda. Aqui eu mando três meninas que têm me surpreendido nos últimos tempos.
A primeira tinha que ser irmã de quem é. Lu Cafaggi desenha o Los Pantozelos com sensibilidade muito próxima da do irmão Vitor Cafaggi do Puny Parker. Seus desenhos são bonitos e os temas são bastante ligados à vida das meninas. E (que o irmão dela não nos ouça) é uma gracinha de menina...
Imagine abstrair as paredes que o papel delimita na sua arte. Pois foi o que fez a Catia do Diário de Virginia. Idealize a subversão dos recursos e a utilização do espaço disponibilizado pelo site como uma grande tela, onde ela pode desenhar o que quiser. Ah, sim, é uma gracinha também...
A terceira, conheço já tem um tempão. A Ila Fox faz historinhas em quadrinhos para noivos, por exemplo, contando a historia dos dois, coisa linda. Seu traço tem um pouco de mangá, mas com um traço bastante pessoal e característico. Conta reminiscências da infância e algumas coisas que gosta ou não na vida. Ah, sim, ela também é uma graça, mas é casada, para felicidade do Ricbit, marido dela (com todo respeito, pelamordedeus...).
Ainda somo a estes três exemplos o trabalho que a Lu Cafaggi e mais duas amigas, Mariamma Fonseca e Samanta Coan fazem no Ladies Comics, blog que fala sobre as mulheres nos quadrinhos. Tanto personagens como artistas são retratadas. Ah, sim, só para completar, tanto a Mariamma quanto a Samantha também são umas graças. Onde essas meninas se esconderam este tempo todo?
Em detrimento das brincadeiras, o que importa é que o talento destas artistas está se destacando cada vez mais no meio dos quadrinhos e das artes gráficas nacionais. Vale a pena acompanha-las e incentiva-las a continuar com sua arte. Afinal, este universo majoritariamente masculino merece um toque de mulherde vez em quando. Afinal, quem vai cozinhar enquanto estamos lendo gibis, não é? (brincadeeeeeeira, meninas... brincadeeeeeeira...)
domingo, 3 de outubro de 2010
Um conto de eleições
Luiz era um homem simples, mas conhecedor das leis brasileiras, um eleitor nato. Porém, neste ano, estava desanimado, triste, sentia-se realmente consternado pelas eleições atuais. Não via seus valores refletidos em nenhum dos candidatos que via na TV.
Chegando em casa, deu um beijo em sua esposa e subiu para tomar um banho. Na escadaria, sentado no cantinho, encolhido, estava o espírito do seu antigo amigo Inácio, outro dileto eleitor. Desdentado, vestia a camisa de um velho candidato a deputado, o boné de um senador e um bottom de presidente do Silvio Santos.
_ Inácio! O que está fazendo aqui?
_ Luiz, eu vim te alertar que esta noite você receberá três visitas importantes. Os espíritos das eleições virão ver você.
Luiz ficou um tanto incrédulo. Certamente que estes espíritos, já estando nos seus respectivos cargos, deveriam mandar apenas representantes que falariam por eles, já se fossem candidatos...
_ Mas terei que votar neles?
_ Não. Eles querem que você não vote em branco nem anule seu voto.
Luiz ficou calado, olhando para o espírito do amigo.
_ Mas e você? O que anda fazendo no céu?
_ Céu? Eu não estou no céu. Sou cabo eleitoral do Antonio Carlos Magalhães, preciso captar votos para ele no inferno. Só vim te avisar aqui porque tive uma folguinha. Se cuida, Luiz, vota certo, hein?
E sumiu.
Luiz estava realmente querendo votar nulo ou branco. Os candidatos estavam tão ruinzinhos que ele não sentia vontade de nada. Não queria ver o Brasil na mão de nenhum deles.
Esquentou o chuveiro, tirou a roupa e entrou. Deixou que a água quente caísse sobre seus ombros e o vapor subisse e tomasse todo o banheiro.
Então, no meio do silêncio, um grito ecoou dentro do banheiro.
_ Meu nome é Enééééééééas!
Luiz deu um pulo para trás dentro do box e pegou uma toalha. Então, do meio do vapor do banheiro emergiu aquela pequena figura de cabeça grande, óculos grandes e barba preta até o meio do peito. Quase não se via a gravata escondida sob a espessa massa de pelos.
_ Dizem que sou o candidato mais rápido das eleições, dizem que sou o mais louco, dizem tantas coisas sobre mim.
_ E o que você diz?
Ele fez silêncio e soltou
_ Eu sou Enéééééééas!
_ E o que você faz aqui no meu banheiro?
_ Você foi uma das 4.671.457 pessoas que votaram em mim em 94, não foi?
_ Fui.
_ E por que você votou?
_ Eu não queria votar em ninguém. Você era voto de protesto.
_ E o que o Brasil melhorou com o seu protesto?
_ Nada.
_ Então, porque você vai protestar agora?
Luiz ficou pensando enquanto a fumaça cercava a grande cabeça de Enéas e o fazia sumir no meio do vapor.
Depois do banho, Luiz, pelado, no quarto, abriu a porta do armário e pegou uma roupa.
No reflexo, viu Plinio de Arruda Sampaio, magro, vestindo o velho uniforme intgralista bege e uma peruca de Zé Bonitinho.
_ Anauê!
Luiz, novamente, sentiu-se envergonhado.
_ Eu sou o espírito das eleições presentes.
_ E porque a peruca de Zé Bonitinho?
_ É que eu sou o Perigote das mulheres...
Ele falou isso puxando um grande pente vermelho do bolso de trás do uniforme caqui.
_ Plinio, eu estava pensando em votar em você.
_ E por quê?
_ Hã... não sei. Acho que é voto de protesto...
_ E o que seus votos de protesto trouxeram para você até agora?
Luiz pensou...
_ Nada.
Plinio levantou-se rápido da cama deu um giro de 360, puxou o nariz.
_ Come on here, please... vou te dar um tostão da minha voz.
Um misterioso microfone de rádio surgiu do alto do quarto enquanto Plínio cantava mal e porcamente uma música americana.
_ Agora, vou embora.
Saiu em pequenos passos pela porta do quarto enquanto Luiz vestia-se novamente e se preparava para dormir.
Avisou a esposa que estava indo dormir e subiu novamente para o quarto. Quando deitou, notou que a cama não estava vazia. Puxou o edredon e deu de cara com o Tiririca com seu indefectivel chapeuzinho e um terno armani de primeiríssima qualidade.
_ Oh, abestado! Que bom!
Luiz pulou da cama. Podia aceitar o Enéas no banho, o Plínio falando Anauê e o vendo pelado, mas o Tiririca em sua cama, de jeito nenhum.
_ Vai me dizer que você é o espírito das eleições futuras?
_ Eu sou.
_ E porque você?
_ Porque eu vou ganhar para deputado nestas eleições, abestado. E na próxima eu saio prá presid...
Luiz não o deixou terminar. Pulou sobre o candidato e esmagou seu pescoço. Podia aceitar votar com protesto novamente, mas voto de anestesia, nem morto.
Chegando em casa, deu um beijo em sua esposa e subiu para tomar um banho. Na escadaria, sentado no cantinho, encolhido, estava o espírito do seu antigo amigo Inácio, outro dileto eleitor. Desdentado, vestia a camisa de um velho candidato a deputado, o boné de um senador e um bottom de presidente do Silvio Santos.
_ Inácio! O que está fazendo aqui?
_ Luiz, eu vim te alertar que esta noite você receberá três visitas importantes. Os espíritos das eleições virão ver você.
Luiz ficou um tanto incrédulo. Certamente que estes espíritos, já estando nos seus respectivos cargos, deveriam mandar apenas representantes que falariam por eles, já se fossem candidatos...
_ Mas terei que votar neles?
_ Não. Eles querem que você não vote em branco nem anule seu voto.
Luiz ficou calado, olhando para o espírito do amigo.
_ Mas e você? O que anda fazendo no céu?
_ Céu? Eu não estou no céu. Sou cabo eleitoral do Antonio Carlos Magalhães, preciso captar votos para ele no inferno. Só vim te avisar aqui porque tive uma folguinha. Se cuida, Luiz, vota certo, hein?
E sumiu.
Luiz estava realmente querendo votar nulo ou branco. Os candidatos estavam tão ruinzinhos que ele não sentia vontade de nada. Não queria ver o Brasil na mão de nenhum deles.
Esquentou o chuveiro, tirou a roupa e entrou. Deixou que a água quente caísse sobre seus ombros e o vapor subisse e tomasse todo o banheiro.
Então, no meio do silêncio, um grito ecoou dentro do banheiro.
_ Meu nome é Enééééééééas!
Luiz deu um pulo para trás dentro do box e pegou uma toalha. Então, do meio do vapor do banheiro emergiu aquela pequena figura de cabeça grande, óculos grandes e barba preta até o meio do peito. Quase não se via a gravata escondida sob a espessa massa de pelos.
_ Dizem que sou o candidato mais rápido das eleições, dizem que sou o mais louco, dizem tantas coisas sobre mim.
_ E o que você diz?
Ele fez silêncio e soltou
_ Eu sou Enéééééééas!
_ E o que você faz aqui no meu banheiro?
_ Você foi uma das 4.671.457 pessoas que votaram em mim em 94, não foi?
_ Fui.
_ E por que você votou?
_ Eu não queria votar em ninguém. Você era voto de protesto.
_ E o que o Brasil melhorou com o seu protesto?
_ Nada.
_ Então, porque você vai protestar agora?
Luiz ficou pensando enquanto a fumaça cercava a grande cabeça de Enéas e o fazia sumir no meio do vapor.
Depois do banho, Luiz, pelado, no quarto, abriu a porta do armário e pegou uma roupa.
No reflexo, viu Plinio de Arruda Sampaio, magro, vestindo o velho uniforme intgralista bege e uma peruca de Zé Bonitinho.
_ Anauê!
Luiz, novamente, sentiu-se envergonhado.
_ Eu sou o espírito das eleições presentes.
_ E porque a peruca de Zé Bonitinho?
_ É que eu sou o Perigote das mulheres...
Ele falou isso puxando um grande pente vermelho do bolso de trás do uniforme caqui.
_ Plinio, eu estava pensando em votar em você.
_ E por quê?
_ Hã... não sei. Acho que é voto de protesto...
_ E o que seus votos de protesto trouxeram para você até agora?
Luiz pensou...
_ Nada.
Plinio levantou-se rápido da cama deu um giro de 360, puxou o nariz.
_ Come on here, please... vou te dar um tostão da minha voz.
Um misterioso microfone de rádio surgiu do alto do quarto enquanto Plínio cantava mal e porcamente uma música americana.
_ Agora, vou embora.
Saiu em pequenos passos pela porta do quarto enquanto Luiz vestia-se novamente e se preparava para dormir.
Avisou a esposa que estava indo dormir e subiu novamente para o quarto. Quando deitou, notou que a cama não estava vazia. Puxou o edredon e deu de cara com o Tiririca com seu indefectivel chapeuzinho e um terno armani de primeiríssima qualidade.
_ Oh, abestado! Que bom!
Luiz pulou da cama. Podia aceitar o Enéas no banho, o Plínio falando Anauê e o vendo pelado, mas o Tiririca em sua cama, de jeito nenhum.
_ Vai me dizer que você é o espírito das eleições futuras?
_ Eu sou.
_ E porque você?
_ Porque eu vou ganhar para deputado nestas eleições, abestado. E na próxima eu saio prá presid...
Luiz não o deixou terminar. Pulou sobre o candidato e esmagou seu pescoço. Podia aceitar votar com protesto novamente, mas voto de anestesia, nem morto.
Coeur de Pirate
sonzinho gostoso desta francesinha. Vale uma orelhada. Não sei se é porque eu gosto tanto de folk, mas é tudo de bom.
Aproveitem!
Comme des Enfants
Música lindinha, clip romântico... tudo bem folk, bem indie... exatamente como eu gosto.
sábado, 2 de outubro de 2010
Parabéns, Minduim!
Charlie Brown apareceu pela primeira vez há exatos 60 anos. Sim, hoje ele teria artrite, ou alguma coisa assim, se fosse de verdade...
Charlie era a síntese do fracassado. A Pollyana que existe em cada um de nós. Aí reside sua beleza.
Ele nunca desistiu de tentar chutar a bola de futebol americano, nunca desistiu de tentar conquistar a garotinha, nunca desistiu de tentar pegar a bola de baseball. Não, Charlie nunca desistiu e nos cinquenta anos em que foi publicado (O autor Charles Schulz morreu em 2000, nunca deixando que ninguém mais desenhasse os personagens de seu universo) são incontáveis as vezes em que a derrota o afligiu e poderia ter derrubado.
Porém, não derrubou.
Se nós todos agíssemos da mesma forma certamente nos tornaríamos inesquecíveis como ele.
Portanto, abra um sorriso, se as coisas não estão dando certo, não desista. Saiba que elas ainda darão errado por muito tempo, mas nem por isso a gente pode desistir de tentar.
Crises existenciais...
Se eu tenho uma crise existencial, o que faço? Pego a bicicleta, saio andando por aí, rodo até a praia, sento de frente para o mar, pego um sorvete, tomo, chorando, volto para a casa, encosto a cabeça no travesseiro e durmo.
Se a Julia Roberts tem uma crise existencial ela viaja pelo mundo durante um ano.
Sim... UM ANO!
Ontem assisti a Comer Rezar Amar e devo dizer que é um filme gostoso de assistir. Longo, sim, mas gostoso.
Tudo começa quando Liz entra em parafuso, se separa depois de um casamento de oito anos, se envolve com um jovem ator adepto das religiões orientais, se separa deste rapaz e resolve que precisa se encontrar.
Nada melhor do que procurar fora o que você não encontra dentro. Pois Liz foi fazer exatamente isso.
Liz é interpretada por Julia Roberts. Não é surpresa que ela esteja irregular no papel. Em alguns momentos, excepcional, em outros, insossa, como se estivesse plugada no automático, mas isso não compromete a película, pois ela foi cercada de ótimos atores, gente do calibre de Richard Jenkins que tem a melhor cena do filme, quando conta o que está fazendo no mosteiro iogue na India. Interpretação digna de um oscar, sinceramente (mas sempre é, quando falamos dele).
Temos, também, Javier Bardem, o grupo da Itália e seu Dolce Far Niente, filosofia de vida do italiano baseada no não fazer nada (de onde eles tiram dinheiro, cazzo?), James Franco, repetindo o mesmo papel dos últimos 453 filmes em que esteve e não temos a mãe de Liz, que aparece no trailer mas que foi cortada do filme (aliás, andam fazendo muito isso, não é? onde está o beijo da Pepper Pots no elmo do Homem de Ferro em HF2?).
Por fim, a direção tão irregular quanto a interpretação de Julia Roberts tira do filme parte da beleza que poderia ter. A falta de unidade é esperada, visto que são três universos diferentes que Liz encara, porém, ela não parece carregar nada de um universo para o outro, não gerando conexão entre eles. As passagens são abruptas, repentinas e os ritmos de gravação diferentes. Fotografia? Até eu consigo fazer uma fotografia bonita em Roma, na Índia e em Bali, não é grande desafio (e ainda achei Bali desvalorizada, sinceramente). Mas uma coisa que se sente durante a última fase é como a Itália está distante. Talvez esta sensação seja fruto do tamanho do filme (140 minutos, pelamordedeus!), mas creio que é a falta de unidade mesmo.
A cena mais marcante está no trailer. A conversa entre Liz e Richard em um boteco na Índia onde ele fala para ela esvaziar a mente e então, quando o fizer, o universo vai preenche-la novamente, e tudo será como deveria ser. Liz cresce quando entende esta verdade, quando compreende que precisa se desvinciliar do passado para abrir as portas para o futuro, e esta é a grande lição do filme, uma lição que fica clara, fazendo com que a história alcance sua meta.
Bonito? Sem dúvida. Tocante? Muito. Forte? Um pouco. Identifico-me com Liz, não é difícil, afinal. Passou pelos mesmos questionamentos que eu tenho passado. Enquanto encaro a minha bicicleta em frente ao mar de Santos, ela viaja durante um ano pelo mundo. humpf...
Um excerto para falar do Manual de Redação da Folha de S. Paulo
Muito tempo atrás, quando estava na faculdade, fui obrigado (pelo professor Dirceu Fernandes Lopes, graças a Deus) a ler "Ilusões Perdidas", de Balzac. O livro conta a história de Luciano Chardon, vindo de uma cidadezinha minúscula, com um ego gigantesco, sendo engolido pela cidade grande (no caso dele, Paris).
Nesta obra magistral, Balzac desfia sua crítica à sociedade francesa, cria personagens memoráveis e faz um banquete, onde um editor saca o seguinte excerto:
"O Jornal, em vez de ser um sacerdócio, tornou-se um meio para os partidos, e de um meio passou a ser um negócio. Não tem nem fé nem lei. Todo jornal é uma loja onde se vendem ao público palavras da cor que deseja. Se houvesse um jornal dos corcundas, haveria de provar noite e dia a beleza, a liberdade, a necessidade das corcundas. Um jornal não é feito para esclarecer, mas para lisonjear opiniões. Desse modo, todos os jornais são covardes, hipócritas, infames, mentirosos, assassinos. Matamos as idéias, os sistemas, os homens, e, por isso mesmo, hão de tornar-se florescentes. Teremos a vantagem de todos os seres pensantes: o mal será feito sem que ninguém seja culpado. Seremos todos inocentes, poderemos lavar-nos as mãos de todas as infâmias, afinal, os crimes coletivos não comprometem ninguém. O jornal pode-se permitir a atitude mais atroz. Ninguém se julga culpado por isso."
Forte, mas atual, esta frase ecoa ainda hoje nas redações do mundo todo. O que era para ser sacerdócio, a "razão de viver", não é mais que um negócio, que precisa ser entendido como tal. Servmos a um fim e, enquanto imprensa, nossos conceitos foram corrompidos, nossas bases abaladas, um novo mundo surge diante de nós.
Porém, ainda existem lugares onde conceitos como este são combatidos. Não se trata da inocência de achar que o jornalismo é mercado pela isenção, mas não podemos aceitar uma corrupção sistêmica em todos os meios de comunicação. As grandes mídias ainda lutam para conseguir um pouco de isenção, ainda que seja marcada pela necessidade de anúncios, o que faz com que os interesses comerciais e financeiros estejam à frente dos interesses políticos. Ainda que hajam interesses, eles lutam para mante-los sob controle.
Comprei o Manual de Redação da Folha de S. Paulo e, no primeiro capítulo, o Projeto Folha me mostra que quer ser diferente de tudo o que aquele personagem falou. Vejo um jornal lutando para ser independente, sabendo das amarras que o aprisionam, que os interesses deste mundo novo que emerge da queda do Muro de Berlim são muito mais difíceis de se identificar. Não trabalhamos mais com arquétipos, mas com tons e mais tons de cinza em um mundo onde "bem" e "mal" são conceitos vagos, como "céu" e "inferno".
Deste capítulo, destaco o seguinte pensamento:
"Conceito sempre difuso, a opinião pública ganha unidade com a convergência geral de idéias, mas se dispersa numa segmentação de interesses que desafia a linguagem em comum. O jornalismo reflete fraturas e deslocamentos que ainda estão por mapear e se defronta com dilemas capazes de pôr seus pressupostos em questão: o que informar, para quem e para quê?"
Sim, um paradoxo bastante ferino este. Um paradoxo com o qual todos os veículos de comunicação precisam lidar. Que interesses estão envolvidos no mundo globalizado que enfrentamos? Esta é uma discussão mais longa que o jantar descrito por Balzac.
Além da discussão filosófica, o Manual nos apresenta regras básicas sobre o trabalho de escrever, editar e publicar um texto. Os anexos são guias práticos e fáceis de entender (minhas eternas dúvidas sobre os "porques" foram, enfim, dirimidas, graças a Deus) e no guia de procedimentos explica como tem que agir o funcionário da Folha de S. Paulo em qualquer situação.
Uma leitura para quem quer mais do que um simples "como escrever bem", uma visão dinâmica do jornalismo e um olhar acurado para dentro da redação do maior jornal do Brasil.
Sim, fui profundamente partidário agora. E se eles tivessem corcundas eu as acharia até bonitinhas, sabe?
Se quiser adquirir, clique aqui
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
O que dar para o homem que tem tudo?
Esta pergunta foi feita por Batman em um "aniversário" de Superman, quando as histórias em quadrinhos da DC Comics passaram por sua mais significativa mudança após a Crise nas Infinitas Terras. Afinal de contas, Superman não precisava de nada, que presente dar, então?
![]() |
| Será que Tim Sale tem noção do quanto sua arte é perfeita? |
Quando lemos "Superman - As quatro Estações" (Jeph Loeb - roteiros - , Tim Sale - desenhos - e Bjarne Hansen - cores - ) escrita há doze anos chegamos à conclusão que é mais fácil dar um presente ao homem de aço do que imaginamos. Tudo o que ele precisa é que a solidão dentro dele se vá.
Pense na história de Kal-El. Enviado de longe por seu pai, fugindo de um mundo que se destruía para salvar um mundo que ainda tinha esperanças, com capacidades especiais, pode voar, entortar aço, mudar o curso dos rios e, mesmo, da história.
A trama mosaica, criada por Jerry Siegel e Joe Shuster (judeus, lembrem-se), nos mostra alguém que passa a viver em um mundo ao qual não pertence. Não consegui evitar me identificar com Clark, adolescente, inquieto, vivendo fora de sua realidade, sabendo que, com tudo o que tinha para oferecer, tinha o peso do mundo sobre suas costas. Não há como não se sentir tocado pelo mito do herói solitário, destinado a salvar a humanidade, o Deus Ex-Machina, a força externa que todos esperam.
| Pôr-do-sol: Um oferecimento de Tim Sale e Bjarne Hansen |
Tanta responsabilidade, tanto peso, tanta solidão. Ele não consegue se encaixar no mundo. Smallville é muito pequena para o Superman enquanto Metropolis é muito grande para Clark Kent. Afinal, como diria Lois Lane em outra história do Superman, "você pode tirar o caipira de Smallville, mas não consegue tirar Smallville de dentro do caipira".
Por não fazer parte de nenhum destes mundos, Clark sente-se sozinho. Tem sobre si a responsabilidade de mudar o curso da realidade. Ele, a personificação da perfeição, o Super-homem Nietschiano representado em azul e vermelho, a meta, o objetivo, o príncipe encantado, citando Lois Lane novamente, sente-se só e amedrontado por sua própria perfeição.
| O ícone, o totem, aquele que admiramos e reconhecemos como o melhor de nós |
O medo é fruto do homem atrás da capa, Clark Kent, uma personagem muito mais forte que o arquetípico Superman. O homem cheio de medos e inseguranças, o caipira que tem o poder para dominar o mundo, mas que é remoído pela dor de não ter ajudado quando um tufão varreu Smallville. Aquele caipira que não impediu a heroína, sua fã, de morrer, aquele homem simples que entra em crise quando chega a uma conclusão diferente da que as outras pessoas chegam. "Eu posso entortar aço, mas posso entender a fragilidade da condição humana?"
| A condição humana estampada nos olhos do Superman. Até os heróis têm dúvidas |
Enquanto Superman se equipara a Moisés, Clark Kent é quase Lucienne Chardon, a personagem principal do livro "Ilusões Perdidas" de Balzac. O caipira que vai à cidade e é engolido por ela. Clark não se encontra. Como na música do Gil, "por ser de lá, do sertão, lá do serrado", ele quase não fala, quase não tem amigos, quase que não consegue viver na cidade sem se ver contrariado.
Isto sempre me foi caro na mitologia do homem de aço. Esta sensação de não pertencimento, este incômodo que ele sente por não fazer parte de lugar nenhum, uma melancolia que nenhum de nós, simples mortais, pode entender.
Será que não podemos mesmo?
Justamente por entendermos como Clark se sente é que "Superman - As quatro estações" é tão bela e humana. Encontrar seu lugar no mundo não é um "trabalho para o Superman", mas para todos nós, simples humanos. "Eis o homem", podemos afirmar, apontando para o ícone, Jeph Loeb nos convida a ver além do totem, atrás dos braços que entortam aço existe um coração humano, movido pelos mesmos sentimentos, medos, inseguranças que qualquer pessoa comum tem todos os dias.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Lançamento de "Pequenos Heróis" em São Paulo
Para quem puder ir, vá. Eu mesmo vou marcar presença.
Espero por este lançamento já tem um bom tempo, viu?
Espero por este lançamento já tem um bom tempo, viu?
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Wall Street - O dinheiro nunca dorme, já os roteiristas...
Se há uma coisa que me incomoda é incoerência em personagens no cinema. Afinal, já sabemos qual é a índole deles a partir de certo ponto do filme e esperamos que suas atitudes reflitam esta índole até o grand finale.
Parece que os roteiristas e o diretor de Wall Street - O Dinheiro Nunca Dorme dormiram no ponto em relação a este pequeno detalhe de enredo.
Tudo corre bem até certo ponto. O filme é bem amarrado, a história é bem contada e os personagens bem construídos na primeira metade da película. Por se tratar de um filme sobre Wall Street, uma continuação de outro que falava dos mesmos assuntos, você está familiarizado com aquele tipo de atitude. Todos são tubarões, todos querem comer dinheiro, todos querem jogar o jogo para vencer.
Em certo ponto as peças estão na mesa. O jovem idealista e vingativo, Jakob Moore (Shia LaBeouf), a pequena e indefesa namorada (Carey Mulligan, pode chamar de "Carey, a estranha" que não vamos estranhar), filha (clichê dos clichês!) do ex-lobo-mau de Wall Street Gordon Gekko (Mais uma vez ricamente interpretado por Michael Douglas), o vilão Bretton James (Josh Brolin, poderoso e cínico). Você mais ou menos sabe o que esperar de cada um deles.
Como eu disse, até certo ponto, próximo ao final, o filme corre muito bem, obrigado. Michael Douglas, inspírado, com um texto que faz píadas com a própria vida do ator (as histórias sobre o câncer, no filme, ficam com muito mais sentido se você sabe que ele está enfrentando uma batalha contra a doença na vida real), Shia LaBeouf (nomezinho morfético!) não atrapalhando, Susan Sarandon brincando de interpretar uma mulher paranóica (ela anda acostumada a este papel, não é?), Charlie Sheen (Sim! Contei o maior Spoiler do filme!) fazendo uma ponta quase como um Charlie Harper...
Então, desculpe a directiva, a farinha é jogada no ventilador e tudo se confunde. Você sabe que Gekko ia fazer aquilo, você sabe que Jakob ia cair, você sabe porque foi avisado desde o início do filme, desde antes, na verdade. Simplesmente porque você sabe quem é Gordon Gekko.
E não é que você descobre que ele não é nada daquilo?
E aí o filme perde a graça.
Porém, isso não tira a riqueza do filme até aquele ponto. Tudo o que aconteceu antes vale o ingresso. Todo o enredo, a trama bem amarrada, a história bem configurada, Wall Street é um bom filme, com um péssimo final. Só isso.
E fica a dica: diretores (entenda-se Oliver Stone) queremos respeito pelos personagens que acreditamos conhecer. Quer mostrar uma nova faceta? Não se permita um final pequeno-burguês-happy-end só porque é bonitinho. Não tem nada de bonitinho em Wall Street, tudo o que eles querem ver é o sangue dos adversários.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Luis Fernando Veríssimo e Zuenir Ventura na 2a Tarrafa Literária
Assuntos comuns a todos nós. Com esta pauta em mente, Luis Fernando Veríssimo, Zuenir Ventura e Arthur Dapieve se reuniram por quatro dias em um sítio perto do Rio de Janeiro para conversar. Simplesmente falar sobre a vida, a morte, o amor, a política, a amizade e tudo o que nos cerca. Desta conversa surgiu o livro "Conversa Sobre o Tempo" (Editora Agir - 2010), onde falam sobre sexo, amor, amizade, vida, morte, política e outros assuntos caros a todos nós, humanos mortais e normais.
Para falar sobre o livro os três participaram hoje da 2a Tarrafa Literária em Santos, fazendo aquilo que, com o livro, mostraram que sabem fazer bem: conversar. Falaram sobre os assuntos do livro com naturalidade, não evitando temas delicados (eu esperava que o LFV fosse fugir dos temas mais picantes, dada a sua peculiar timidez), mas apresentando seus pontos de vista, hora concordantes, hora discordantes, mas marcados sempre pelo respeito mútuo que vinte anos de amizade alimentaram nestes homens.
Arthur Dapieve foi mediador da conversa do escritor com o jornalista. Um senhor mediador, diga-se de passagem, sabendo a hora de intervir e a hora de permitir que ambos discorressem sobre os assuntos.
Zuenir, simpático é, como eu disse que o Torero já falara antes, o vizinho dos sonhos. Aquele cara que você para no elevador e ele começa a contar uma história e você perde a hora para o trabalho. Veríssimo, um observador nato, de riso pequeno e contido, é de uma inteligência e uma sagacidade ímpares, sempre solícito e dedicado ao tema que está discutindo.
E hoje tem quadrinhos (sim, nerdaiada do blog! amanhã tem Angeli e Alan Siebler, sendo entrevistados pelo Nerd por excelência André Rittes!)
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Verborragia latente de Tom Zé marca primeira noite da Tarrafa Literária
Libertário. Talvez seja a palavra mais apropriada para definir Tom Zé. Mais do que um simples rebelde, Tom Zé é anárquico. Durante um show de uma hora e meia despeja sobre o público toda sua verborragia inteligente e sua poesia sonora com carinho, carisma e uma energia que não lhe falta.
Sim, Tom Zé velho é mais jovem que eu e não para um segundo sequer sobre o palco. anda, fala, caminha, dança. Canta pouco, é verdade, mas a genialidade não está na voz, e sim na mente, então sua garganta se faz desnecessária.
Carisma não lhe falta. Ao contrário, o pequeno gênio com sua energia contagia cada espectador. Ainda que o público seja formado pela sisuda classe intelectual santista, muitos jovens se deixaram levar pelo xote de encerramento e dançaram ao lado do mestre baiano mais paulista dos Doces Bárbaros. Sem delicadezas e sem fazer concessões, até para Neymar sobrou no show de ontem.
"O Neymar vai jogar hoje? Vocês viram o que fizeram com o tecnico? Estão criando um monstro"
O show reproduz parte do DVD " O Pirulito do Amor", e despeja o repertório de Tom Zé de forma divertida e envolvente, convidando o público a participar. Um show calcado na personagem que é Tom Zé, homem de letras várias e genialidade rara.
E hoje, às 19h, Luiz Fernando Veríssimo e Zuenir Ventura em "Tempo de Conversa", com mediação de Arthur Dapieve.
A Tarrafa Literária está acontecendo no Theatro Guarany, na Praça dos Andradas, 100. Mais informações http://www.tarrafaliteraria.com.br/
Sim, Tom Zé velho é mais jovem que eu e não para um segundo sequer sobre o palco. anda, fala, caminha, dança. Canta pouco, é verdade, mas a genialidade não está na voz, e sim na mente, então sua garganta se faz desnecessária.
Carisma não lhe falta. Ao contrário, o pequeno gênio com sua energia contagia cada espectador. Ainda que o público seja formado pela sisuda classe intelectual santista, muitos jovens se deixaram levar pelo xote de encerramento e dançaram ao lado do mestre baiano mais paulista dos Doces Bárbaros. Sem delicadezas e sem fazer concessões, até para Neymar sobrou no show de ontem.
"O Neymar vai jogar hoje? Vocês viram o que fizeram com o tecnico? Estão criando um monstro"
O show reproduz parte do DVD " O Pirulito do Amor", e despeja o repertório de Tom Zé de forma divertida e envolvente, convidando o público a participar. Um show calcado na personagem que é Tom Zé, homem de letras várias e genialidade rara.
E hoje, às 19h, Luiz Fernando Veríssimo e Zuenir Ventura em "Tempo de Conversa", com mediação de Arthur Dapieve.
A Tarrafa Literária está acontecendo no Theatro Guarany, na Praça dos Andradas, 100. Mais informações http://www.tarrafaliteraria.com.br/
Cara da Palavra traz qualidade para a internet
Conheço Fernando Diegues desde a faculdade. Estudamos juntos e nos formamos em jornalismo em 2003. Católico, já foi líder da Pastoral da Juventude e continua engajado em movimentos de formaçãode jovens na igreja de Roma. Um dos meus melhores amigos, alguém com quem gosto de discutir teologia de forma aberta, ouvindo e falando, com respeito e respaldo, trocando idéias e experiências, ensinando-nos um ao outro.
Uns meses atrás ele começou um projeto. http://www.caradapalavra.blogspot.com/, um blog com Victor Valente, um diálogo entre eles e com os leitores. Fernando é um fotógrafo sensível, de imagens perenes e marcantes, calcadas na utilização do referente como metáfora para uma mensagem maior.
Victor, professor de Português pela Universidade de São Paulo e músico, há mais de quatro anos na noite santista, leciona Gramática e Redação e desenvolve trabalhos como compositor e poeta, é metódico, com uma poesia que desconstrói o cotidiano com objetividade e beleza, nem sempre com delicadeza, mas sempre levando o leitor a pensar.
E pensar é o grande objetivo do blog Cara da Palavra. Pensar a poesia, a imagem e o cotidiano, buscando na ressignificação do conjunto um diálogo com o leitor.
Nesta entrevista abaixo, Fernando nos conta mais ou menos como surgiu o Blog, que vale a sua visita!
Webbenção: Como começou o blog?
Fernando Diegues: A ideia original do blog foi do Victor. Lá por abril ele veio falar comigo que tinha vontade de fazer um trabalho envolvendo seus poemas com fotografia e me convidou para colocar a ideia em prática, logo depois ele me enviou um e-mail com 15 poemas que demorei um pouco para começar a ler. Demorei porque, pela proposta que ele tinha, achava que não poderia ler os poemas de forma "burocrática", mas sim com "inspiração".
Mais de 1 mês depois comecei a ler os poemas e logo começaram a brotar em minha cabeça as ideias de fotografias. Algumas que teria que fazer e outras que já tinha feito no passado, mas que iam ao encontro da minha visão sobre os poemas.
WB: O que vc chama de visão "burocrática?"
FD: Ler logo pq ele mandou e preciso dar uma resposta. Ler pela "obrigação" de dar um retorno para ele, e não ler em um momento inspirado, um momento especial e dedicado ao ato de ler os poemas. Não sei se consegui me fazer claro.
WB: Sim, conseguiu
FD: Mandei uma resposta para o Victor no dia 13 de junho. No dia seguinte, 14 de junho, surgia na net o Cara da Palavra (o nome foi bolado pelo Victor, que como disse, é o "cabeça" do lance) O nome do blog é autoexplicativo: Qual a cara (foto) que a palavra (poesia) tem e vice-versa....
WB: Certo
FD: No começo falávamos em criar um livro, mas a intenção do blog é justamente poder dar o espaço do diálogo com a galera. A ideia é que esse diálogo se faça por meio do espaço para comentários. Eu e o Victor não queremos passar uma mensagem "certa" com cada postagem. Nossa intenção em cada post é iniciar conversas. Nós começamos um diálogo com a foto e poesia, cada um "lendo" o trabalho do outro. A partir daí, buscamos novas leituras, leituras próprias de quem nos visita. Não queremos que as pessoas "descubram" o que eventualmente pensamos sobre o conjunto, mas queremos partilhar qual visão as pessoas tem a partir dessa parceria entre os mundos da fotografia e poesia, quais são as suas "resignificações", e começamos a divulgar entre os amigos, alunos e listas de internet que participamos. aí começaram os "sustos bons".
WB: Qual a média de visitas por mês?
FD: nossa média de visitas é de 1.250 acessos/mês, dos mais variados lugares do Brasil (a maioria, claro) e exterior
WB: é um número significativo
FD: outros blogs de gente que nem conhecemos (como um blog de BH) passaram a divulgar e elogiar nosso trabalho. Para um projeto que não tem mídia, foi um número que nos espantou...a primeira vez que olhei pensei que teríamos 200-300 acessos, e já eram mais de 1.300. Aí os amigos começaram a perguntar sobre o blog, nossa alegria com o projeto tb nos fazia falar bastante dele.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Tarrafa Literária começa nesta quarta
Começa nesta quarta (22), às 19h30, no Teatro Guarany, a 2ª edição da ‘Tarrafa Literária – Festival Internacional de Literatura’, com show da banda santista Querô e de Tom Zé.
O evento segue até domingo (26), com debates, palestras, lançamentos de livros, atividades infantis e oficinas literárias. A programação de quinta (23) inclui duas mesas-redondas: às 16h, ‘Amores Impressos’, com João Paulo Cuenca e Joça Reiners Terron, e mediação de Arthur Veríssimo; às 19h, ‘Tempo de Conversa’, com Luis Fernando Verisimo e Zuenir Ventura, mediada por Arthur Dapieve.
A Tarrafa é realizada pela Realejo Livros, com apoio da prefeitura. O ingresso é um livro usado em bom estado de conservação. O Guarany fica na Praça dos Andradas, 100, Centro Histórico. A programação está no site http://www.tarrafaliteraria.com.br/.
Assinar:
Comentários (Atom)








